sexta-feira, 24 de abril de 2015

Abandono: 41% das crianças passam mais de 2 anos em abrigos

Mais de 400 crianças e adolescentes no Ceará possuem histórias de vida semelhantes. Vítimas de um contexto familiar conturbado, marcado, muitas vezes, por negligência, violência e pobreza, encontram-se em instituições de acolhimento, aguardando uma resolução para seus problemas. Essa espera, contudo, tem levado muito mais tempo do que deveria. Para cerca de 41% dos 461 meninos e meninas que vivem nesta situação no Estado, o tempo de permanência em unidades de abrigo já passa de dois anos, prazo máximo estipulado em lei para o encaminhamento a um novo lar.

Os dados, datados do mês de março deste ano, foram divulgados ontem, pelo Ministério Público do Estado (MPCE), durante o Fórum Desafios do Acolhimento Institucional na Infância, promovido pela Universidade Federal do Ceará (UFC). O evento, que reuniu órgãos públicos cearenses e pesquisadores das áreas de psicologia e assistência social, colocou em pauta os principais obstáculos encontrados na rede de proteção a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Diante da incapacidade de algumas famílias receberem de volta os filhos abrigados e das dificuldades nos processos de adoção daqueles que já não podem retornar para o antigo lar, meninos e meninas que chegam às instituições ainda pequenos atingem a maioridade ainda nesses locais.

Segundo Antônia Lima, titular da 7ª Promotoria da Infância e da Juventude do Estado, além de quase metade dos 421 acolhidos nas instituições de Fortaleza terem ultrapassado os dois anos de estadia, outros 30% já possuem entre um e dois anos nas unidades, muitos sem perspectivas de sair.

"Isso é uma das nossas maiores preocupações. Passar mais de dois anos nos abrigos é uma violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)", reforça a promotora.

Ela explica que o regresso das crianças e dos adolescentes em unidades de acolhimento às famílias de origem depende, em grande parte, do restabelecimento de vínculos e da melhora do contexto social em que viviam.

No entanto, Antônia afirma que, embora hoje exista uma maior articulação entre os equipamentos de assistência do que ocorria alguns anos atrás, a falta de acompanhamento dos pais ainda impede que o quadro seja revertido.

Famílias

Em paralelo, o distanciamento que os filhos sofrem das famílias após serem inseridos nos abrigos também dificulta a recuperação dos laços perdidos. De acordo com o levantamento do MPCE, 93% das crianças abrigadas foram enviadas a unidades situadas longe dos pais. Já 100% delas não têm mais vínculo algum com os locais de origem. Muitas foram encaminhadas de municípios do Interior para instituições na Capital.

"Primeiro, precisa haver uma atuação em rede das políticas públicas de saúde, assistência, educação e moradia na perspectiva do fortalecimento e do empoderamento das famílias para receberem os filhos de volta", destaca Antônia Lima. "Juntamente a isso, é necessário efetivar o direito dessas crianças à convivência familiar e comunitária. Como vai haver o restabelecimento dos vínculos se não existir essa convivência?", acrescenta.

Conforme Mônica Gondim, gerente de proteção social especial da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento e Combate à Fome (Setra), órgão responsável pela gestão dos abrigos do Município, desde o início do ano, a Prefeitura de Fortaleza vem implantando um plano de reordenamento das instituições de acolhimento. O projeto foi desenvolvido em 2014 e determina orientações técnicas que devem ser seguidas nas unidades.

"Elas têm que tentar restabelecer os vínculos, tem que oferecer estudo para todos e fazer com que as crianças fiquem em locais a, no máximo, 50 Km de distância dos pais. Além disso, diminuímos a capacidade de acolhimento de algumas unidades para ter uma atenção mais individualizada para cada criança", afirma Mônica. O prazo para conclusão do plano é 2017.

Revalidação

Em nota, a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) alegou que os dados apresentados pelo MPCE são preliminares e ainda serão remetidos ao Conselho Nacional do Ministério Público para revalidação. O órgão informou que não foi notificado sobre o levantamento, mas destacou que irá conferir e analisar as informações.

O relatório do MPCE também revelou que o número de crianças e adolescentes abrigados nas 22 instituições cearenses administradas pelo Governo do Estado, pela Prefeitura de Fortaleza e por ONGs é menor, hoje, que na mesma época no ano passado. Em 2014, no mês de março, havia 900 crianças nas unidades de acolhimento. Atualmente, são 461, menos que a metade. A maioria dos acolhidos são do sexo masculino.


Fonte: diariodonordeste.verdesmares.com.br

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Ensaio de Coral em homenagem as Mães

O FECAPPES está promovendo todas as quartas-feiras, o ensaio de um coral, composto pelos próprios idosos assistidos pela entidade, em  homenagem ao Dia das Mães. A apresentação do Coral será na Celebração da Missa do dia 10 de maio, domingo às 7h, na Igreja São Gerardo, Fortaleza. 



domingo, 19 de abril de 2015

Cristãos perseguidos testemunham sofrimento em Congresso

Teve início nesta sexta-feira, 17, e se estenderá até o domingo, 19, o I Congresso Internacional sobre Liberdade Religiosa “Todos Somos Nazarenos” (#WeAreN2015) na capital espanhola de Madrid. A data coincide o aniversário de um ano do sequestro do primeiro grupo de estudantes nigerianas pelo grupo Boko Haram. O encontro é promovido pelas plataformas MasLibres.org e CitizenGO.

Entre as atividades, estão previstas conferências, mesas redondas e testemunhos de cristãos vítimas da perseguição jihadista apresentando a realidade da chamada “guerra santa” que acontece no Oriente Médio.

As atividades vão refletir a realidade vivida por pessoas de denominação cristã em países como a Síria, Iraque, Egito e Paquistão que possuem grande influência de grupos terroristas como: Estado Islâmico, Boho Haram, Al Qaeda e as organizações talibãs.

congresso 1

O objetivo desta convenção, com a ajuda da plataforma MasLibres.org e do presidente da HazteOir.org, Ignacio Arsuaga, é conscientizar a população mundial sobre a violência vivida por esses cristãos e promover iniciativas para enfrentá-la e eliminá-la.

“Queremos que os governos e a sociedade não ignorem esse genocídio e queremos que os olhares sejam voltados para os cristãos perseguidos. No Ocidente, às vezes parece que não somos suficientemente conscientes do perigo da jihad. Por isso, agora damos voz na Europa aos cristãos perseguidos”, frisou o Arsuaga.

Participam do congresso representantes de distintas confissões religiosas e ritos cristãos vindos de países do Oriente Médio e da África. Entre eles, destacam­se o patriarca de Antioquia, Sua Beatitude Ignatius Joseph III; o bispo auxiliar do Patriarcado da Babilônia dos Caldeus e arcebispo de Kirkuk (Iraque); monsenhor Yousif Thomas Mirkis; o presidente da Aliança Cristã Evangélica na Síria e no Líbano, o pastor Edward Awabdeh; o bispo geral da Igreja Ortodoxa Copta na Grã-Bretanha, monsenhor Angaelos; e o bispo de Maiduguri (diocese à qual pertencem as meninas sequestradas pelo grupo terrorista Boko Haram), monsenhor Oliver Dashe Doeme.

Fonte: cancaonova.com

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Brasil ainda tem 20 milhões de pessoas em pobreza extrema

O problema da pobreza no Brasil não está completamente superado, disse o assessor da Secretaria Geral da Presidência da República, Selvino Heck, em audiência pública realizada nesta terça-feira (22) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Na audiência, foram discutidas ações nacionais e internacionais de combate à fome e à miséria.

Segundo Selvino Heck, apesar de o país não possuir mais pessoas em situação de fome crônica, ainda existem 20 milhões de brasileiros que vivem em extrema pobreza.

Ele lembrou que um dos desafios da presidente Dilma Rousseff é justamente erradicar a pobreza extrema até 2015, conforme preveem as Metas do Milênio, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A proposta do governo, informou Heck, inclui dar continuidade e ampliar a distribuição de renda; qualificar a oferta de serviços públicos, como acesso à saúde e à educação; e implementar ações de inclusão produtiva, com a criação de emprego e valorização da agricultura familiar; entre outras medidas.



Na avaliação do assessor, os conceitos de pobreza e de extrema pobreza não envolvem apenas os critérios de renda e fome.Para ele, o acesso mínimo a serviços que ofereçam qualidade de vida, como saúde, moradia e educação, também devem ser observados.

Esse direito à alimentação não é apenas comer. É também o direito à saúde, à educação, a ser cidadão, a participar da vida social, a participar da democracia brasileira e, portanto, ter consciência desses direitos, poder se organizar inclusive para lutar por eles - destacou, ao observar que o combate à pobreza exige atuação conjunta dos governos estaduais, da sociedade e do Parlamento. Meio ambiente

A pobreza no mundo, ressaltou Selvino Heck, tem aumentado em razão de catástrofes ambientais. Para ele, projetos de desenvolvimento devem, necessariamente, incorporar a questão ambiental.

Para o senador Sérgio Petecão (PMN-AC), o cuidado com o meio ambiente, especialmente em relação à região amazônica, deve incluir políticas destinadas ao ser humano.

Ele disse que na Amazônia, considerada "o maior patrimônio do Brasil, o pulmão do mundo", existem pessoas que vivem abaixo da linha da miséria.

Que a gente possa também pensar em políticas para que essas pessoas que hoje pagam o preço de cuidar desse patrimônio mundial possam ter uma vida digna - disse o senador.

Fonte: Agência Senado

Parkinson: identificação de sintomas é um dos principais desafios

Um dos maiores desafios no processo diagnóstico da doença de Parkinson consiste na identificação dos sintomas. Apesar de o tremor ser o sinal mais conhecido, o principal indicador é a bradicinesia ou lentidão dos movimentos. O alerta é da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

De acordo com o geriatra e membro da entidade José Elias Pinheiro, a população em geral tende a associar a lentidão dos movimentos ao envelhecimento, e o sinal de alerta, muitas vezes, não é levantado. “Pode ser o caminhar mais lento, dificuldade para vestir a roupa, maior tempo para tomar banho”, explicou.

Pinheiro destacou, entretanto, que a doença de Parkinson é caracterizada por pelo menos dois sinais motores e que a lentidão dos movimentos pode vir acompanhada por tremores, rigidez ou instabilidade postural. Outros sintomas não motores incluem depressão, apatia, face inexpressiva e alterações na pele.

A doença de Parkinson é caracterizada por pelo menos dois sinais motores e que a lentidão dos movimentos pode vir acompanhada por tremores, rigidez ou instabilidade postural

“É uma doença progressiva e que não tem um tratamento curativo. Os medicamentos disponíveis hoje tendem a controlar os sintomas e reduzem um pouco o curso da doença. Mas, à medida em que ela evoluiu, após cinco ou dez anos, tendem a haver agravos motores e não motores”, disse.

Para que se possa manter a qualidade de vida do paciente, de acordo com o especialista, é preciso optar por uma estratégia terapêutica multifuncional, aliando tratamento medicamentoso à fisioterapia, fonoaudiologia e ao suporte psicológico.

Saiba quais são os principais sintomas motores da doença de Parkinson:

- lentidão de movimentos ou bradicinesia

- agitação ou tremor em repouso

- rigidez dos braços, pernas ou tronco

- problemas com o equilíbrio e quedas, também chamados de instabilidade postural

Principais sintomas não motores da doença de Parkinson:

- alterações no humor (depressão, ansiedade, irritabilidade)

- alterações cognitivas (atenção, problemas visuoespacial, problemas de memória, alterações de personalidade, psicose/alucinações)

- prisão de ventre

- hiperidrose (suor excessivo), especialmente das mãos e pés

- perda de olfato

- distúrbios do sono

- insônia

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br

sexta-feira, 10 de abril de 2015

FECAPPES inicia novena com os idosos

Todas as quartas-feiras, às 6:30h, durante a reunião com os idosos, é realizado um belo momento de oração através da Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Os idosos presentes, católicos ou não, são convidados a participar do novenário, clamando as bençãos de Deus pela saúde, por seus familiares e por aqueles que mais necessitam.

Veja a seguir as fotos da reunião realizada no dia 08/04/2015 na Igreja São Gerardo.





Oração dos cinco dedos segundo o Papa Francisco

Esta oração foi ensinada pelo Papa Francisco, quando era Bispo na Argentina, e faz uma interessante relação com o tamanho dos dedos, suas funções e as pessoas por quem devemos dedicar as nossas orações. Vale a pena seguir estes conselhos. 


ORAÇÃO DOS CINCO DEDOS

1. O dedo polegar é o que está mais perto de ti. Assim, começa orando por aqueles que estão mais próximos de ti. São os mais fáceis de recordar. Rezar por aqueles que amamos é uma "doce tarefa". 

2. O dedo seguinte é o indicador: reza pelos que ensinam, educam e curam. Eles precisam de apoio e sabedoria ao conduzir outros na direção correta. Mantêm-nos nas tuas orações. 

3. A seguir é o maior. Ele lembra os nossos chefes, os governantes, os que têm autoridade. Eles necessitam de orientação divina. 

4. O próximo dedo é o anelar. Surpreendentemente, este é o nosso dedo mais fraco. Ele lembra-nos que rezemos pelos fracos, doentes ou por aqueles que tem desafios a enfrentar. Todos eles necessitam das tuas orações.  

5. E, finalmente, temos o nosso dedo pequeno, o menor de todos. Este deveria lembrar-te de rezar por ti mesmo. Quando terminares de rezar por todos os grupos, as tuas próprias necessidades aparecer-te-ão numa perspectiva justa e estarás preparado para orar por ti mesmo de uma maneira mais efetiva.

Amém!